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Jornalistas sem diploma
Desde: 04/03/2005      Publicadas: 18      Atualização: 15/04/2005

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  29/03/2005
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O efeito inesperado. por Victor Gentilli

Não sei se dá para caracterizar como um fenômeno ou um fato. Mas os indícios são insistentes, recorrentes, e oriundos principalmente dos grandes centros: São Paulo e Rio de Janeiro. Ninguém confirma nada, é claro. Mas a procura pelos cursos de Jornalismo nas escolas particulares, que vinha num crescendo, começa a dar sinais de reversão. Nos cursos mais disputados, a relação candidato-vaga está menor. Cursos importantes, mas menos procurados, estão com dificuldades de fechar suas turmas.

Não sei se dá para caracterizar como um fenômeno ou um fato. Mas os indícios são insistentes, recorrentes, e oriundos principalmente dos grandes centros: São Paulo e Rio de Janeiro. Ninguém confirma nada, é claro. Mas a procura pelos cursos de Jornalismo nas escolas particulares, que vinha num crescendo, começa a dar sinais de reversão. Nos cursos mais disputados, a relação candidato-vaga está menor. Cursos importantes, mas menos procurados, estão com dificuldades de fechar suas turmas.

Se os indícios são fortes, as explicações tendem a ser as mesmas: "com o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional, os jovens estudantes que desejam ser jornalistas na vida buscam outros cursos e a procura pelos cursos de jornalismo cai naturalmente".

Eis um efeito absolutamente inesperado da decisão da meritíssima juiza Carla Rister.

A notícia é boa. Aqueles que estudavam jornalismo simplesmente porque desejavam um diploma, buscam outros caminhos. Os que desejam de fato ser jornalistas na vida optam por cursos de qualidade reconhecida e resistem a cursar jornalismo na faculdade da esquina.

Nas universidades públicas, reconhecidamente de mais qualidade, o fenômeno não ocorre.

Penso que pode tratar-se de fenômeno passageiro. É certo que a decisão judicial ainda pode ser revertida, mas não é disso que trato. Os jovens que desejam ser publicitários na vida fazem o mesmo curso de Comunicação e optam por Publicidade e Propaganda. Nunca tiveram profissão regulamentada, nunca fizeram questão do diploma. Estudavam para aprender. Portanto, se os cursos privados investirem num ensino efetivamente de qualidade, os jovens tendem a retornar aos cursos. Se os cursos continuarem como estão, vão minguar paulatinamente.

Na publicidade, o recrutamento profissional sempre se deu nos cursos, independentemente de canudo. Isso vale para agência, anunciante e veículo; vale para qualquer região do Brasil; vale para qualquer tamanho de empresa.

É verdade que a questão do jornalismo é mais complexa e envolve outros fatores, variáveis, condicionantes e motivações.

Mas que o fato, visto nele mesmo, é auspicioso, lá isso é.







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